O Primeiro Silêncio
A Guilda não nasceu em uma galeria. Nasceu após uma grande queda — quando impérios ruíram não por guerras externas, mas por mentiras internas.
Registros oficiais foram reescritos. Imagens foram apagadas. Nomes foram esquecidos.
Foi nesse vazio que surgiram os Primeiros Pintores.
Os Pintores do Fim
Eles não se conheciam. Não se reuniam. Mas pintavam as mesmas coisas:
Rostos sem olhos
Coroas quebradas
Leões feridos que ainda permaneciam de pé
Símbolos que apontavam para um fim inevitável
Quando suas obras começaram a aparecer em lugares diferentes com os mesmos códigos, entenderam: não era coincidência.
A Fundação da Guilda
Os Pintores se encontraram em um espaço neutro — fora do mercado, fora do poder, fora da política.
Ali fizeram um pacto:
> “Se o mundo insiste em esquecer, nós iremos lembrar.”
Assim nasceu a Society ΩF Painters Guild.
O Símbolo Vivo
Com o tempo, a Guilda entendeu que alguns símbolos não podiam ser apenas pintados — precisavam existir.
Foi assim que surgiram figuras-símbolo. Guardadores da memória. Leões marcados pela dor, mas não quebrados.
Eles não falam muito. Mas quando aparecem, o aviso já foi dado.
O Presente
Hoje, a Guilda não se anuncia. Ela se reconhece.
Onde houver uma obra que incomoda. Onde houver arte que alerta. Onde houver beleza misturada com verdade dura.
Ali, a Guilda passou.
O Futuro
Quando o Ômega chegar, não diremos “eu avisei”.
Apenas apontaremos para as paredes.
Tudo já estava pintado.
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